sexta-feira, 11 de junho de 2010

Entidades educacionais elogiam protagonismo da UNE, UBES e ANPG na vitória do Pré-sal

Uma vitória do povo brasileiro, um importante legado para as futuras gerações, a possibilidade de reparar um atraso histórico. São frases que resumem um pouco o sentimento dos dirigentes de entidades educacionais que, na madrugada da quinta-feira (10), receberam a notícia sobre a aprovação da “emenda da UNE”

A emenda apresentada ao PLC 07/10 determina a aplicação de 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-sal na educação. “É a vitoria da escola pública brasileira. Espero que a Câmara tenha sensibilidade para aprovar a emenda, assim como o presidente para a sancioná-la”, declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão. Para a entidade, que reúne as federações setoriais da educação pública, a aprovação significa “um avanço pra todos os brasileiros que precisam e tem direito a uma educação pública e de qualidade”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) vai mais longe ao afirmar que “a aprovação traz uma perspectiva de superação de um atraso histórico” em que se encontra o Brasil. Para a secretária de Comunicação Social da Contee, Clotilde Lemos Petta, a luta pela melhoria da qualidade do ensino é fundamental. “No diagnóstico que fazemos [da educação], o financiamento é prioritário”, arremata.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que tem travado importantes batalhas contra o governo paulista para obter justo reajuste à categoria, “o financiamento da educação brasileira sempre foi o calcanhar de Aquiles, usado como justificativa para que não houvesse uma boa política educacional, com acesso e qualidade”. A opinião é da presidente da entidade, Maria Izabel Noronha. Bebel, como é mais conhecida, ressaltou ainda que a “emenda da UNE” também vai garantir recursos para a formação de mão-de-obra voltada à própria extração do petróleo nas camadas pré-sal. “Com a aprovação, sem dúvida nenhuma, o movimento estudantil sai muito vitorioso”.

Pré-sal para a educação foi bandeira na Conae


Falar de ampliação de recursos para uma área estratégica que é a educação soa como “política emancipatória, de soberania” dentro do movimento educacional. A mobilização dos estudantes pelos 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação não é uma novidade para as entidades de ensino. Essa reivindicação foi pautada durante a 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em março, e aprovada com bastante unidade (foto).

“A aprovação no Senado é uma vitoria da educação e foi uma resolução da Conae”, relembrou o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, que atuou em conjunto com as entidades estudantis na Conferência. “O desafio agora é fazer com que a Câmara Federal reafirme a conquista. É fundamental que a Casa garanta uma boa bolsa de recursos para fundo social, e que de fato 50% sejam aplicados em educação”, apontou, preocupado com a clareza da redação do PL que cria o Fundo, para que os recursos não sejam pulverizados, perdendo a sua verdadeira finalidade.

A articulação dos estudantes na Conferência também foi destacada pela presidente da Apeoesp. “Os estudantes estão cada vez mais articulados com um movimento mais amplo da educação, a exemplo do que empreenderam na Conae. Os recursos do fundo do pré-sal são a possibilidade de efetivarmos as propostas que temos para melhorar a qualidade da educação no país”, disse Bebel.

Movimento estudantil como protagonista


As entidades estudantis de São Paulo também deram seu apoio às históricas irmãs UNE, UBES e ANPG, responsáveis pela mobilização que desde o ano passado vem sendo feita em defesa do Pré-sal e da educação brasileira.

“A conquista da UBES no Senado é reflexo de um trabalho desenvolvido cotidianamente para garantir educação de mais qualidade, focando o desenvolvimento Brasil”, disse o presidente da União Paulista de Estudantes Secundaristas (UPES), Tarcisio Boaventura.

Para a União dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), a UNE, mais antiga representante dos estudantes brasileiros, escreve uma nova página da história ao aprovar os 50% do fundo social do pré-sal para educação. “A UNE deu continuidade ao seu legado de contribuições para o povo e à nação brasileira", exaltou o presidente da entidade Carlos Eduardo Siqueira.

“O movimento estudantil teve enorme protagonismo na criação e aprovação da emenda, é uma conquista histórica da juventude, que está de parabéns!”, completou Daniel Cara.


Do Site da UNE:

http://www.une.org.br/

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