terça-feira, 29 de junho de 2010

Movimento Estudantil – Uma história que não tem fim



Depois da aprovação do Regimento Eleitoral da UMES-União Municipal dos Estudantes Secundaristas-Gov. Nunes Freire me interessei em falar mais sobre o movimento estudantil. Hoje estarei definido e contando um pouco de sua história.


O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por ser um movimento policlassista e constantemente renovado - já que o corpo discente se renova periodicamente nas intituições de ensino.



Podem-se encontrar traços de movimentos estudantis pelo menos desde o século XV, quando, na Universidade de Paris, uma das mais antigas universidades da Europa, registraram-se vários movimentos grevistas importantes. A universidade esteve em greve durante três meses, em 1443, e por seis meses, entre setembro de 1444 e março de 1445, em defesa de suas isenções fiscais. Em 1446, quando Carlos VII submeteu a universidade à jurisdição do Parlamento de Paris, eclodiram revoltas estudantis - das quais participou, entre outros, o poeta François Villon - contra a supressão da autonomia universitária em matéria penal e a submissão da universidade ao Parlamento. Freqüentemente, estudantes eram detidos pelo preboste do rei e, nesses casos, o reitor dirigia-se ao Châtelet, sede do prebostado, para pedir que o estudante fosse julgado pelas instâncias da universidade. Se o preboste do rei indeferia o pedido, a universidade entrava em greve. Em 1453, um estudante, Raymond de Mauregart, foi morto pelas forças do Châtelet e a universidade entrou novamente em greve por vários meses.


Contemporaneamente, destacam-se os movimentos estudantis da década de 1960, dentre os quais os de maio de 1968), na França. No mesmo ano, também se registraram movimentos em vários outros países da Europa Ocidental, nos Estados Unidos e na América Latina. No Brasil, o movimento teve papel importante na luta contra o regime militar que se instalou no país apartir de 1964.


Atualmente, o verdadeiro movimento estudantil é classista, e não policlassista como citado acima. Isso se deve `segregação social promovida pelo capitalismo e à privatização dos serviços que devem ser públicos, e em especial a educação. Não há como travar uma luta policlassista se os atingidos pelo sucateamento da educação são da classe proletariada.


Referência: