quinta-feira, 24 de março de 2011

AS CONFERÊNCIAS DE JUVENTUDE NA VISÃO DO PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUVENTUDE, GABRIEL MEDINA


O Presidente do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina, estará no Maranhão nesse final de semana para participar do XI ENCONTRO DO FÓRUM ESTADUAL DE JUVENTUDE DO MARANHÃO - FEJMA, Medina será uma das principais atrações do encontro e comandará um painel de formação da conferências de juventude em 2011 - que deverá será o grande marco na construção das políticas públicas de/com e para a juventude. No último contato que manteve com o conselheiro estadual de juventude, Assis Filho, o Presidinete do CONJUV disse que levará aos jovens maranhenses todas as informações sobre as conferências 2011.

O CONJUV E AS CONFERÊNCIAS

Por Gabriel Medina.

A prioridade do ano de 2011 deverá ser o engajamento do Conjuve na organização da 2ª Conferência Nacional de Juventude. Fundamental será que a Conferência aponte caminhos para a consolidação da Política Nacional de Juventude, como uma prioridade na agenda do Governo Federal e com força para se enraizar nos Estados e Municípios. Para tanto, o CONJUVE deve protagonizar a condução da II Conferência, tanto na comissão organizadora nacional, como na construção das etapas municipais e estaduais. A meta da 2ª Conferência, em minha opinião, não deve ser apenas quantitativa, mas, sobretudo qualitativa. Precisamos definir, por meio da participação popular, as prioridades políticas e as formas de implementá-las. A Conferência precisa dialogar com as leis que tramitam no Congresso, como o Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da Juventude, gerando pressão social pela sua aprovação. Por meio destes instrumentos poderemos ter metas as ser alcançadas nos próximos anos na política de juventude.


Lutarei para que possamos ampliar as formas de participação, como as conferências livres, os processos de participação virtual, e uma novidade que apareceu no último regimento que são as Conferências Territoriais, que permitirão maior protagonismo dos/as jovens rurais, quilombolas, ribeirinhos e indígenas.

A Conferência também é um momento especial de formação e renovação de lideranças para que tenhamos mais jovens engajados na defesa dos direitos juvenis. Como a juventude marca um período de transição da vida, entre a infância e o mundo adulto, a realização de Conferência de dois em dois anos possibilita incentivar a renovação política necessária para que a nossa pauta se consolide no país.

Por fim, a 2ª Conferência deve propiciar a construção de uma pauta unificada da juventude que ajude a consolidar um calendário de lutas para o próximo ano. É a hora de ocuparmos as ruas, as praças, as escolas, a roça, as tribos e mostrar que nossos sonhos podem se transformar em realidade.