terça-feira, 22 de maio de 2012

Convite à reflexão

Professor Zé Maria (Povoado Portão) faz uma reflexão do momento político do Brasil

Que o povo brasileiro é um povo alegre, trabalhador, isso ninguém discute. Porém ainda temos uma deficiência que costumo chamar de “vitimismo”. O Brasil até parece o país dos coitadinhos, das vítimas e do paternalismo. O “dá pra mim”, o “faz pra mim” e o “toma-lá-dá-cá” são expressões e atitudes utilizadas constantemente pelas pessoas. O “jeitinho brasileiro” é uma de nossas tristes características. Gostamos de levar vantagem, de ser o primeiro, de ser o mais considerado, de furar a fila dando uma de esperto, e, para isso, usamos então, o papel do espertinho ou do coitadinho para conseguir algo. Esse modo de atuação acaba funcionando, porque alimenta a vontade que certas pessoas têm de se mostrarem maravilhosas diante dos outros, de serem os super-heróis e os salvadores da pátria. Essa mentalidade do coitadinho acaba por afetar a economia do país, coloca em descrédito as instituições e o pior, alimenta a corrupção. 

Muito se fala em pessoas corruptas, políticos corruptos, e acabamos nos esquecendo de que, só existe o corruptor, por causa dos corruptíveis. 

É fácil sair apontando o dedo pra tudo e pra todos, agora fazer uma reflexão mensurando até que ponto somos corruptores ou corruptíveis é para poucos. É certo que vivemos numa sociedade onde, queiramos ou não, Empurra todos os seus, para um lado obscuro de limitação das potencialidades humanas, podando toda e qualquer perspectiva de crescimento e ascensão social de forma lícita. Vivemos hoje, em todo o Brasil uma inversão de valores, e os meios de comunicação, de forma omissa ou proposital acaba fomentando essa situação. 

O paternalismo, o vitimismo e a “esperteza”, criaram uma triste mentalidade de que temos que ser esperto, enganar, mentir, trair, subtrair e negligenciar para nos dar bem na vida. Uma mentalidade onde o importante é o pessoal, o individual. E assim, a coisa continua do jeito que sempre foi, pobres cada vez mais pobres, mais ignorantes, menos assistidos, à margem das belezas, das riquezas. O que fazer? Isso pode mudar? Como?

Isso pode mudar sim! Pela mudança de atitude, digo não de um ou de uns, mais de todos que querem viver numa sociedade melhor, numa cidade melhor. Precisamos de uma revolução, (não é necessário pegar em armas, nem destruir nada). Faz-se necessário a construção de uma nova mentalidade coletiva, devemos resgatar os valores éticos e morais (eles não foram extintos, ainda). 

Se quisermos melhorar, é possível, temos o poder de decisão, somos a capitão de nossa nau, de nossas vidas, somos atores protagonistas e não coadjuvante. Devemos levantar a cabeça e seguir em frente com o que temos. Pode-se até dizer, mas não temos nada! Digo que temos sim, temos a nossa palavra, honra, respeito e dignidade, e essas coisas não estão à venda, não se chega num supermercado para compra dois quilos de honra ou três pacotes de vergonha. Essas coisas fazem parte do nosso patrimônio ético e moral, coisas que aprendemos com nosso pais, com nossos professores, padres e pastores. Isso é bom, esses valores, tem que serem resgatados e perpetuados como norteadores de um povo, de uma sociedade.

Eu convido a todos para fazer uma reflexão sobre o atual momento vivido em nossa cidade. E que todos os jovens, pais de família, mães de família, professores e empresários sintam-se responsáveis pelo futuro de nossa cidade. Qual a Governador Nunes Freire que você quer viver? Que cidade você está construindo para seus filhos, seus netos? Alguém pode até dizer: “eu não tenho nada a ver com isso, pra mim tanto faz!” É, todos tem o direito de pensar o que quiser, mais afirmo que atitudes como essas perpetuam o mal que assola a política em todo o Brasil, minam o poder de interferência e decisão das massas e nos tornam simples espectadores da vida de nosso país, estado e município. 

Não quero aqui, dizer o que você deve ou não fazer, é apenas um convite à reflexão, pois acredito que todas as pessoas são boas, acredito no bom senso deste povo, na sabedoria e no poder das massas, acredito no meu trabalho, acredito em DEUS, e acredito em você, que está lendo este artigo. Podemos mudar o mundo, comecemos por nós mesmos, Gandi, ao responder qual era sua mensagem para o mundo, ele disse: “Minha vida é minha mensagem”. 

Concluímos então que as palavras comovem, mas os exemplos arrastam. Tem gente que acredita que o mundo vai se acabar, mas tem gente que acredita que o mundo vai ficar melhor! E você, no que acredita? Só depende de VOCÊ! Abraço a todos!

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